Nao sei porquê isto tem este efeito em mim...
ao olhar para os outros nao os vejo assim e de certeza que têm sentimentos por alguém.
Eu fico completamente desnorteada.. só penso nisso, nao consigo concentrar-me em mais nada.
Passo horas na cama a supor , a imaginar situações, a recordar conversas e momentos fugazes aos quais quero voltar.
Agora, aqui defronta-me o brilho do Tejo
A estranheza da outra margem,
O embalar do veleiro que passa
o voar das gaivotas que me encanta
a frescura do ar
o cheiro.....
os sentidos a tilintar
o sol que me conforta e me aquece
o vento que me acaricia
o barulho da água
que nao se esquece...
A água em quantidades colossais que me acalma
a paisagem que sendo sempre a mesma
me traz sempre algo de novo,
solta-me do meu Mundo egoísta
solta-me do egoísmo da paixão
que me traz crises de pânico
e ataques de choro,
que me levam a pensar que és o centro
que és a única saída
a única porta aberta para a minha felicidade.
Mas quando me sento aqui,
sinto o vento
e vejo a forma como o sol decora o rio
com ornatos brilhantes e dourados,
vejo que o que preciso está em mim
está em mim e naquilo que o mundo me traz
Naquilo que a natureza abre para mim.
Sim, gosto de ti.
Mas quando não te olho
quando fecho os olhos
e me apercebo do que está aqui para mim
deixo de me sentir presa
deixo de olhar para o mundo
como se fosse um abismo...
Porque é assim que eu o vejo através de ti:
um buraco negro colossal...
que se abre
de cada vez que me ignoras,
de cada vez que percebo que nao me amas.
Aqui, sozinha com o mundo eu tenho tudo.
Sinto que não preciso de mais nada para viver.
Eu, o Mundo e a música a lantejar-me nos ouvidos
através dos fones.
Eu, o Mundo e a Música.
E.. posso dizer.. sem nenhuma dúvida...
Estou feliz agora,
Livre agora.. mais livre que o Tejo
Porque ele desbrava sempre o mesmo caminho
E o seu destino é sempre o mesmo:
O imenso Atlântico.
O Atlântico..uma pequena parte do Globo..
Eu tenho o Mundo... e tenho Lisboa.
Sunday, October 21, 2007
Monday, October 1, 2007
hometown
Meto a música no máximo para tentar abastrairme do que me rodeia.
só queria que ainda desse mais alto para ver se estoirava os ouvidos.
aquilo que supostamente devia ser a minha paz, é a minha decadência.
aquilo que devia ser o silêncio sao os berros de frustração da minha mãe e os flashbacks duma suposta infância feliz acompanhada da rebelião fútil de calças esfarrapadas à força da raiva.
Passou um ano desde que parti e nada tem o mesmo significado como se um ano valesse mais que 18 anos de vivência..
já nem consigo identificar alçgum sitio como lar.
as minhas memórias e os meus pertences encontram-se completamente fragmentados e espicaçados por vários sítios diferentes....
é como se aquilo que necessito ou aquilo que faz parte de mim nao se encontrasse na totalidade em lado nenhum.
só queria que ainda desse mais alto para ver se estoirava os ouvidos.
aquilo que supostamente devia ser a minha paz, é a minha decadência.
aquilo que devia ser o silêncio sao os berros de frustração da minha mãe e os flashbacks duma suposta infância feliz acompanhada da rebelião fútil de calças esfarrapadas à força da raiva.
Passou um ano desde que parti e nada tem o mesmo significado como se um ano valesse mais que 18 anos de vivência..
já nem consigo identificar alçgum sitio como lar.
as minhas memórias e os meus pertences encontram-se completamente fragmentados e espicaçados por vários sítios diferentes....
é como se aquilo que necessito ou aquilo que faz parte de mim nao se encontrasse na totalidade em lado nenhum.
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