tinhas a tua camisa vermelha
cruzámo-nos no corredor
olhaste para baixo
retiveste o olhar por cerca de 3 segundos
correspondi-te...
o tempo parou
e a partir daí
tudo se começou a desenrolar
numa espécie de câmara lenta.
hoje existimos..
e tu nem sequer te lembras...
nem sequer te lembras.
Tuesday, December 18, 2007
Monday, December 17, 2007
2004
E aqui estou eu..
dia após dia,
cada dia cada vez mais
a rastejar de saudades
num tilintar de lágrimas
a caír todos os dias
numa convalescência interminável.
dia após dia,
cada dia cada vez mais
a rastejar de saudades
num tilintar de lágrimas
a caír todos os dias
numa convalescência interminável.
i gravitate to your pull
Já lá vão os dias...
das escandalosas declarações de amor,
das letras do teu nome
desenhadas em blocos gigantes
acompanhadas de poesia e desenhos sem sentido
já lá vao os dias do amor inocente
que se contenta e satisfaz
sem receber nadaem troca.
Já lá vão os dias
de feiras medievais
e vestidos compridos e brilhantes
Os dias de calor
no chão de paralelos imperfeitos.
Apartamentos vazios,
mas perfeitamente habitáveis.
já lá vão os dias da alegria incondicional
onde até o choro era alegre...
e sabia bem.
dos abraços constantes...
hoje em dia tudo o que me rodeia
me corta e me amachuca
a paixão ou o amor já não existem
dão lugar a atracções obcecadas
que me põem mais decadente
a cada dia que passa...
18/03/2006 19.09 pm
das escandalosas declarações de amor,
das letras do teu nome
desenhadas em blocos gigantes
acompanhadas de poesia e desenhos sem sentido
já lá vao os dias do amor inocente
que se contenta e satisfaz
sem receber nadaem troca.
Já lá vão os dias
de feiras medievais
e vestidos compridos e brilhantes
Os dias de calor
no chão de paralelos imperfeitos.
Apartamentos vazios,
mas perfeitamente habitáveis.
já lá vão os dias da alegria incondicional
onde até o choro era alegre...
e sabia bem.
dos abraços constantes...
hoje em dia tudo o que me rodeia
me corta e me amachuca
a paixão ou o amor já não existem
dão lugar a atracções obcecadas
que me põem mais decadente
a cada dia que passa...
18/03/2006 19.09 pm
Wednesday, December 12, 2007
everything i though i knew
A luz cega-me
à medida que me aproximo
Fico ilesa
E tudo a minha volta
parece não ter rumo
Cubro-me de armaduras
Fecho-me aos dramas
Isolo-me de toda a gente
durante semanas
Continuo o trilho
sem reparar na berma...
sem olhar para os lados..
ignoro o vento,
as pedras, os pássaros.
Sento-me para descansar
não tiro os olhos do chão
Aqui não tenho que mostrar simpatia,
não há cinismo, conversas, danças
Não há hipocrisia...
Levanto-me e sigo
pois nao passo de uma carcaça
que embora nova, vazia.
Tropeço,recomponho-me...
Olho em volta,
Arrepio-me...
à medida que me aproximo
Fico ilesa
E tudo a minha volta
parece não ter rumo
Cubro-me de armaduras
Fecho-me aos dramas
Isolo-me de toda a gente
durante semanas
Continuo o trilho
sem reparar na berma...
sem olhar para os lados..
ignoro o vento,
as pedras, os pássaros.
Sento-me para descansar
não tiro os olhos do chão
Aqui não tenho que mostrar simpatia,
não há cinismo, conversas, danças
Não há hipocrisia...
Levanto-me e sigo
pois nao passo de uma carcaça
que embora nova, vazia.
Tropeço,recomponho-me...
Olho em volta,
Arrepio-me...
?
Sinto que a tua presença me anestesia
as luzes mexem,
apanho bocados de conversas
à medida que passo..
Mas eu permaneço em apatia.
Quero ir-me embora
ao mesmo tempo que quero ficar para sempre
quero adormecer
e ao mesmo tempo estar presente
Não tenho fome,
não tenho sede
não existe cansaço.
A coisa mais banal torna-se interessante
Flutuo em ti
E rio a um ritmo contangiante.
Tremo de ansiedade
Aproveito o mais que posso
e convenço-me de que nao vou sentir saudade
Tremo de medo
sinto-me a vaguear
quando te aproximas em segredo.
Mas continuas a partir com indifrença,
a abalar-me os dias
a destruir-me o sono
a corromper a segurança.
Afectas-me....
E deixas-me sem nada.
as luzes mexem,
apanho bocados de conversas
à medida que passo..
Mas eu permaneço em apatia.
Quero ir-me embora
ao mesmo tempo que quero ficar para sempre
quero adormecer
e ao mesmo tempo estar presente
Não tenho fome,
não tenho sede
não existe cansaço.
A coisa mais banal torna-se interessante
Flutuo em ti
E rio a um ritmo contangiante.
Tremo de ansiedade
Aproveito o mais que posso
e convenço-me de que nao vou sentir saudade
Tremo de medo
sinto-me a vaguear
quando te aproximas em segredo.
Mas continuas a partir com indifrença,
a abalar-me os dias
a destruir-me o sono
a corromper a segurança.
Afectas-me....
E deixas-me sem nada.
Tuesday, December 4, 2007
painsong
If i look you throught into your eyes...
and if i smell you in every breath i take?
What if i miss you more everyday that pass...
and if i love you untill the end of time?
what if i need you for everything i do...
would you care?
and if i smother me in every word
that comes from your mouth ignoring my pain?
what if i hold you in every bridge you fall...
would you care now?
and if i smell you in every breath i take?
What if i miss you more everyday that pass...
and if i love you untill the end of time?
what if i need you for everything i do...
would you care?
and if i smother me in every word
that comes from your mouth ignoring my pain?
what if i hold you in every bridge you fall...
would you care now?
Tuesday, November 13, 2007
Céu em Chamas
Nunca vi o céu tão vermelho.
É um vermelho vivo, quente..
um vermelho luminoso e ardenteÉ um vermelho vivo, quente..
que se expande passando pelo purpura
e chegando finalmene ao azul quase morto pela fuga do sol.Questiono-me e interrogo-me
deixando-me boquiaberta
com o deslizar de uma brisa, com o salpicar da chuva..com o verde vivo e macio da relva
que retrata tardes de felicidadedebaixo do sol quente que ainda hoje sinto
a bater-me na cara...
Sinto me vazia com falta de substância no cérebro.
Burra como se o mundo me arrancasse a perspicácia
e em troca me desse cansaço.
Todo o sentido volta quando as nuvens se tornam escuras
em contraste com o vermelho do céu.
Nunca vou entender esta tão grande grandiosidade
que paira em mim...
neste momentos de pura folia e fascinação infantil
Puro aceitamento e deslumbramento sobre as coisas
puro sonho inocente que deixa de lado o inconformismo
e as pedras pontiagudas da minha triste realidade.
Sunday, October 21, 2007
Tardes de Outono
Nao sei porquê isto tem este efeito em mim...
ao olhar para os outros nao os vejo assim e de certeza que têm sentimentos por alguém.
Eu fico completamente desnorteada.. só penso nisso, nao consigo concentrar-me em mais nada.
Passo horas na cama a supor , a imaginar situações, a recordar conversas e momentos fugazes aos quais quero voltar.
Agora, aqui defronta-me o brilho do Tejo
A estranheza da outra margem,
O embalar do veleiro que passa
o voar das gaivotas que me encanta
a frescura do ar
o cheiro.....
os sentidos a tilintar
o sol que me conforta e me aquece
o vento que me acaricia
o barulho da água
que nao se esquece...
A água em quantidades colossais que me acalma
a paisagem que sendo sempre a mesma
me traz sempre algo de novo,
solta-me do meu Mundo egoísta
solta-me do egoísmo da paixão
que me traz crises de pânico
e ataques de choro,
que me levam a pensar que és o centro
que és a única saída
a única porta aberta para a minha felicidade.
Mas quando me sento aqui,
sinto o vento
e vejo a forma como o sol decora o rio
com ornatos brilhantes e dourados,
vejo que o que preciso está em mim
está em mim e naquilo que o mundo me traz
Naquilo que a natureza abre para mim.
Sim, gosto de ti.
Mas quando não te olho
quando fecho os olhos
e me apercebo do que está aqui para mim
deixo de me sentir presa
deixo de olhar para o mundo
como se fosse um abismo...
Porque é assim que eu o vejo através de ti:
um buraco negro colossal...
que se abre
de cada vez que me ignoras,
de cada vez que percebo que nao me amas.
Aqui, sozinha com o mundo eu tenho tudo.
Sinto que não preciso de mais nada para viver.
Eu, o Mundo e a música a lantejar-me nos ouvidos
através dos fones.
Eu, o Mundo e a Música.
E.. posso dizer.. sem nenhuma dúvida...
Estou feliz agora,
Livre agora.. mais livre que o Tejo
Porque ele desbrava sempre o mesmo caminho
E o seu destino é sempre o mesmo:
O imenso Atlântico.
O Atlântico..uma pequena parte do Globo..
Eu tenho o Mundo... e tenho Lisboa.
ao olhar para os outros nao os vejo assim e de certeza que têm sentimentos por alguém.
Eu fico completamente desnorteada.. só penso nisso, nao consigo concentrar-me em mais nada.
Passo horas na cama a supor , a imaginar situações, a recordar conversas e momentos fugazes aos quais quero voltar.
Agora, aqui defronta-me o brilho do Tejo
A estranheza da outra margem,
O embalar do veleiro que passa
o voar das gaivotas que me encanta
a frescura do ar
o cheiro.....
os sentidos a tilintar
o sol que me conforta e me aquece
o vento que me acaricia
o barulho da água
que nao se esquece...
A água em quantidades colossais que me acalma
a paisagem que sendo sempre a mesma
me traz sempre algo de novo,
solta-me do meu Mundo egoísta
solta-me do egoísmo da paixão
que me traz crises de pânico
e ataques de choro,
que me levam a pensar que és o centro
que és a única saída
a única porta aberta para a minha felicidade.
Mas quando me sento aqui,
sinto o vento
e vejo a forma como o sol decora o rio
com ornatos brilhantes e dourados,
vejo que o que preciso está em mim
está em mim e naquilo que o mundo me traz
Naquilo que a natureza abre para mim.
Sim, gosto de ti.
Mas quando não te olho
quando fecho os olhos
e me apercebo do que está aqui para mim
deixo de me sentir presa
deixo de olhar para o mundo
como se fosse um abismo...
Porque é assim que eu o vejo através de ti:
um buraco negro colossal...
que se abre
de cada vez que me ignoras,
de cada vez que percebo que nao me amas.
Aqui, sozinha com o mundo eu tenho tudo.
Sinto que não preciso de mais nada para viver.
Eu, o Mundo e a música a lantejar-me nos ouvidos
através dos fones.
Eu, o Mundo e a Música.
E.. posso dizer.. sem nenhuma dúvida...
Estou feliz agora,
Livre agora.. mais livre que o Tejo
Porque ele desbrava sempre o mesmo caminho
E o seu destino é sempre o mesmo:
O imenso Atlântico.
O Atlântico..uma pequena parte do Globo..
Eu tenho o Mundo... e tenho Lisboa.
Monday, October 1, 2007
hometown
Meto a música no máximo para tentar abastrairme do que me rodeia.
só queria que ainda desse mais alto para ver se estoirava os ouvidos.
aquilo que supostamente devia ser a minha paz, é a minha decadência.
aquilo que devia ser o silêncio sao os berros de frustração da minha mãe e os flashbacks duma suposta infância feliz acompanhada da rebelião fútil de calças esfarrapadas à força da raiva.
Passou um ano desde que parti e nada tem o mesmo significado como se um ano valesse mais que 18 anos de vivência..
já nem consigo identificar alçgum sitio como lar.
as minhas memórias e os meus pertences encontram-se completamente fragmentados e espicaçados por vários sítios diferentes....
é como se aquilo que necessito ou aquilo que faz parte de mim nao se encontrasse na totalidade em lado nenhum.
só queria que ainda desse mais alto para ver se estoirava os ouvidos.
aquilo que supostamente devia ser a minha paz, é a minha decadência.
aquilo que devia ser o silêncio sao os berros de frustração da minha mãe e os flashbacks duma suposta infância feliz acompanhada da rebelião fútil de calças esfarrapadas à força da raiva.
Passou um ano desde que parti e nada tem o mesmo significado como se um ano valesse mais que 18 anos de vivência..
já nem consigo identificar alçgum sitio como lar.
as minhas memórias e os meus pertences encontram-se completamente fragmentados e espicaçados por vários sítios diferentes....
é como se aquilo que necessito ou aquilo que faz parte de mim nao se encontrasse na totalidade em lado nenhum.
Thursday, July 12, 2007
A manhã depois da insónia
adoro ver a cidade amanhecer...
é triste....mas consigo me perder no olhar das pessoas
saiem de casa apressadas para mais um dia na selva<
os pombos acordam e gemem...
gemem tao alto que parece que choram
o barulho insurcedor dos carros a passar
torna-se real...
as estradas preparam-se agora para enfrentar
de novo o pisar dos pneus dos carros
do qual nem conseguiram descansar
e os pombos continuam
flutuo com o seu imenso grasnar...
o cansaço que se acumula no meu corpo desvanece...
como se a luz do dia me trouxesse forças para continuar
e continuo eu aqui...
sem perceber o que faço...
e sim.. repito o cliché de toda gente..
sem saber para onde vou... ou o que faço aqui
ainda nem se vê o sol
mas há já uma claridade abrupta que transborda do céu
algures atras de mim os peixes fazem barulhos
parece que tentam respirar
na imundice da água baça..
nao entendo de onde vem tanto pombo...
que fazem eles aqui?
o que lhes da força para acordar?
para sobrevoar a cidade mais um dia?
qual é o objectivo de todo o seu incansavel grasnar?
oxa lá.. eu tivesse um
oxa lá tivesse um objectivo para me manter acordada
sem que fosse o "nao conseguir dormir"
oxa lá nao achasse uma manhã
apenas uma nova massada
outra vez um sufoco vivo
do oposto que pretendo ser...
as vezes pergunto me quem sou
e o que é que ainda faço aqui...
as manhãs na cidade tornam-se tóxicas..
mas sao elas que me acordam...
que me fazem pensar
que me fazem sentir a melancólica sensação
de que o Mundo é mágico
que tudo vai passar...
e de que isto vale a pena.
é triste....mas consigo me perder no olhar das pessoas
saiem de casa apressadas para mais um dia na selva<
os pombos acordam e gemem...
gemem tao alto que parece que choram
o barulho insurcedor dos carros a passar
torna-se real...
as estradas preparam-se agora para enfrentar
de novo o pisar dos pneus dos carros
do qual nem conseguiram descansar
e os pombos continuam
flutuo com o seu imenso grasnar...
o cansaço que se acumula no meu corpo desvanece...
como se a luz do dia me trouxesse forças para continuar
e continuo eu aqui...
sem perceber o que faço...
e sim.. repito o cliché de toda gente..
sem saber para onde vou... ou o que faço aqui
ainda nem se vê o sol
mas há já uma claridade abrupta que transborda do céu
algures atras de mim os peixes fazem barulhos
parece que tentam respirar
na imundice da água baça..
nao entendo de onde vem tanto pombo...
que fazem eles aqui?
o que lhes da força para acordar?
para sobrevoar a cidade mais um dia?
qual é o objectivo de todo o seu incansavel grasnar?
oxa lá.. eu tivesse um
oxa lá tivesse um objectivo para me manter acordada
sem que fosse o "nao conseguir dormir"
oxa lá nao achasse uma manhã
apenas uma nova massada
outra vez um sufoco vivo
do oposto que pretendo ser...
as vezes pergunto me quem sou
e o que é que ainda faço aqui...
as manhãs na cidade tornam-se tóxicas..
mas sao elas que me acordam...
que me fazem pensar
que me fazem sentir a melancólica sensação
de que o Mundo é mágico
que tudo vai passar...
e de que isto vale a pena.
Saturday, June 16, 2007
First breath after coma
Parece que é só tudo mais um acessório...
As luzes que reflectem a cor de fogo dos cabelos...
é só mais um acessório para ti
estás à minha frente e ignorasme...
ignorasme, sem te aperceberes da poesia que transmites à minha vida
E sentir assim a sonoridade fantástica das notas.. é lindo
Sinto o amor dentro de mim..renascer
Agora que apagaram a luz que reflecte a fogosidade
Nem sequer me vês, porque tudo é escuridão
Os brilhos ondulam com a melodia
Sinto tudo de uma maneira tao profunda...
Como se tudo cheirasse a natureza..
e as lágrimas correm, mesmo que ninguem as consiga ver
È lindo.. porque tudo é magico dentro de mim
os rifs da guitarra elevam-me a um paraíso inexplicável
Como se fosse uma terra inexplicávelmente inexplorada...
O ruído é lindo... acalma-me ao mesmo tempo que me agita
E nao percebo...
Vou parar de pensar e começar a usufruir
dos momentos mágicos que me fazes sentir
sinto-os dentro de mim
quem me dera ter a capacidade para poder explicá-los
Mas, agora não me consigo abstraír
E nao consigo tirar os olhos do preto e branco do chão
A certa altura já não há preto no chão
é tudo tao puro e imaculado...
como se acordasse agora
dum profundo sono emocional
parece que os suspiros sao mais livres
e os pulmões são maiores........
Obrigado
As luzes que reflectem a cor de fogo dos cabelos...
é só mais um acessório para ti
estás à minha frente e ignorasme...
ignorasme, sem te aperceberes da poesia que transmites à minha vida
E sentir assim a sonoridade fantástica das notas.. é lindo
Sinto o amor dentro de mim..renascer
Agora que apagaram a luz que reflecte a fogosidade
Nem sequer me vês, porque tudo é escuridão
Os brilhos ondulam com a melodia
Sinto tudo de uma maneira tao profunda...
Como se tudo cheirasse a natureza..
e as lágrimas correm, mesmo que ninguem as consiga ver
È lindo.. porque tudo é magico dentro de mim
os rifs da guitarra elevam-me a um paraíso inexplicável
Como se fosse uma terra inexplicávelmente inexplorada...
O ruído é lindo... acalma-me ao mesmo tempo que me agita
E nao percebo...
Vou parar de pensar e começar a usufruir
dos momentos mágicos que me fazes sentir
sinto-os dentro de mim
quem me dera ter a capacidade para poder explicá-los
Mas, agora não me consigo abstraír
E nao consigo tirar os olhos do preto e branco do chão
A certa altura já não há preto no chão
é tudo tao puro e imaculado...
como se acordasse agora
dum profundo sono emocional
parece que os suspiros sao mais livres
e os pulmões são maiores........
Obrigado
Tuesday, June 5, 2007
voz
O calor da tua voz bloqueia-me
A sua doçura descontrola-me
Saboreio a tua pronuncia
Bebo as tuas palavras
Finjo escutar o seu significado
Mas só me concentro na sua melodia
Nos teus graves suaves
Nos agudos quase inexistentes
É quente, manipula-me… transforma-me….
E cresço e salto e toco no céu
E encolho-me, embarasso-me
E sou o próximo réu.
Cruzo-me com os ritmos
E refuto a sensibilidade
Mordo os lábios, fecho os olhos
E deixo-me invadir pela sensualidade
Choro e rio euforicamente
Danço e caio freneticamente
Estico, rebento e saio de mim
Colo-me ao momento
Para ouvi-la para sempre
Parar o tempo….
E nunca chegar ao fim..
xx/06/06
A sua doçura descontrola-me
Saboreio a tua pronuncia
Bebo as tuas palavras
Finjo escutar o seu significado
Mas só me concentro na sua melodia
Nos teus graves suaves
Nos agudos quase inexistentes
É quente, manipula-me… transforma-me….
E cresço e salto e toco no céu
E encolho-me, embarasso-me
E sou o próximo réu.
Cruzo-me com os ritmos
E refuto a sensibilidade
Mordo os lábios, fecho os olhos
E deixo-me invadir pela sensualidade
Choro e rio euforicamente
Danço e caio freneticamente
Estico, rebento e saio de mim
Colo-me ao momento
Para ouvi-la para sempre
Parar o tempo….
E nunca chegar ao fim..
xx/06/06
Vestigios Inexistentes
Porque é que insistes em não deixar o teu cheiro nos lençóis?
Porque é que me torturas assim, ao tornares-te inacessível?
Fazes de propósito?
Dá-te prazer não deixares vestígios
Para que eu não possa sequer enganar as saudades?
Nem se quer me deixas enganar o cérebro?
Para que?
Para ansiar cada vez mais pela tua presença?
Para rastejar e cada vez mais sujar o chão com esta impaciência?
Com este desejo sufocante
Impossível de acalmar?
Já nem me interessa o que fazes ou o que pensas
Porque consigo amar-te mesmo assim platónicamente
E sabes que mais?
Até sabe bem…
E nem sequer dói
Porque desejar-te assim é sentir o extremo do prazer
Que não me dás…
Quando não estás aqui…
17/04/07 3:00 am
Porque é que me torturas assim, ao tornares-te inacessível?
Fazes de propósito?
Dá-te prazer não deixares vestígios
Para que eu não possa sequer enganar as saudades?
Nem se quer me deixas enganar o cérebro?
Para que?
Para ansiar cada vez mais pela tua presença?
Para rastejar e cada vez mais sujar o chão com esta impaciência?
Com este desejo sufocante
Impossível de acalmar?
Já nem me interessa o que fazes ou o que pensas
Porque consigo amar-te mesmo assim platónicamente
E sabes que mais?
Até sabe bem…
E nem sequer dói
Porque desejar-te assim é sentir o extremo do prazer
Que não me dás…
Quando não estás aqui…
17/04/07 3:00 am
hate me as a time of day
Please deiceve me
I dont want to see you fall
fall fall… all the way down
Don’t fall for that way down
the fall is too high
and today I can’t hold you tight
…anymore….
yes anymore….
once upon a time I did
but I can’t measure myself again
see me crash into parts
crash to the world
crash to the sea
for a feeling that once… was upon me
this time of day is so fresh
the sky is black
and the wind is soft
the moon is lost
and peace is all across..
deceive me
hate me as a time of day.
I dont want to see you fall
fall fall… all the way down
Don’t fall for that way down
the fall is too high
and today I can’t hold you tight
…anymore….
yes anymore….
once upon a time I did
but I can’t measure myself again
see me crash into parts
crash to the world
crash to the sea
for a feeling that once… was upon me
this time of day is so fresh
the sky is black
and the wind is soft
the moon is lost
and peace is all across..
deceive me
hate me as a time of day.
Tuesday, May 8, 2007
Doce Fim de Tarde
Varro as plataformas com os olhos..Só para ver se te vejo
Mesmo que estivesses aqui o metro já chegou..
É só mais um dia sem te ver
O sol ainda brilha…
Ainda ilumina toda esta Lisboa majestosa…
Mas isto é já o fim do meu dia..
O metro anda tão rápido que vejo
Dezenas de pessoas…
A aparecer e a evaporar
Como ar…
Sinto me suja como se os dias de calor
Me corrompessem
O calor agora dói-me.
Dói-me como o desprezo… e angustia-me
Estou a chegar a casa…
Aquele cheiro doce
De fim de tarde de um dia de verão
Preenche-me absurdamente…
Mas apenas por breves segundos,
Segundos estes, que levo a chegar a casa…
A abrir a porta do meu prédio
E a inalar aquele odor quase agreste
De madeira velha
E caixotes do lixo abafados
Pelas paredes enormes deste edifício
Ah! Mas a fome alastra-se
Volto para a rua.
Ah! Doce fim de tarde,
As pedras da típica calçada portuguesa
Emanam historia…
E quase que consigo imaginá-la…
Que vou eu comer?
Estão 28 graus diz o termómetro
E apesar da minha fome
Tudo me parece nojento ou trabalhoso demais…
Para comer na solidão do meu quarto.
Nem carne, nem peixe…Nada me satisfaz.
Mesmo que estivesses aqui o metro já chegou..
É só mais um dia sem te ver
O sol ainda brilha…
Ainda ilumina toda esta Lisboa majestosa…
Mas isto é já o fim do meu dia..
O metro anda tão rápido que vejo
Dezenas de pessoas…
A aparecer e a evaporar
Como ar…
Sinto me suja como se os dias de calor
Me corrompessem
O calor agora dói-me.
Dói-me como o desprezo… e angustia-me
Estou a chegar a casa…
Aquele cheiro doce
De fim de tarde de um dia de verão
Preenche-me absurdamente…
Mas apenas por breves segundos,
Segundos estes, que levo a chegar a casa…
A abrir a porta do meu prédio
E a inalar aquele odor quase agreste
De madeira velha
E caixotes do lixo abafados
Pelas paredes enormes deste edifício
Ah! Mas a fome alastra-se
Volto para a rua.
Ah! Doce fim de tarde,
As pedras da típica calçada portuguesa
Emanam historia…
E quase que consigo imaginá-la…
Que vou eu comer?
Estão 28 graus diz o termómetro
E apesar da minha fome
Tudo me parece nojento ou trabalhoso demais…
Para comer na solidão do meu quarto.
Nem carne, nem peixe…Nada me satisfaz.
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