Tuesday, December 18, 2007

i remember it well...

tinhas a tua camisa vermelha
cruzámo-nos no corredor
olhaste para baixo
retiveste o olhar por cerca de 3 segundos
correspondi-te...
o tempo parou
e a partir daí
tudo se começou a desenrolar
numa espécie de câmara lenta.

hoje existimos..
e tu nem sequer te lembras...

nem sequer te lembras.

Monday, December 17, 2007

2004

E aqui estou eu..
dia após dia,
cada dia cada vez mais
a rastejar de saudades
num tilintar de lágrimas
a caír todos os dias
numa convalescência interminável.

i gravitate to your pull

Já lá vão os dias...
das escandalosas declarações de amor,
das letras do teu nome
desenhadas em blocos gigantes
acompanhadas de poesia e desenhos sem sentido

já lá vao os dias do amor inocente
que se contenta e satisfaz
sem receber nadaem troca.

Já lá vão os dias
de feiras medievais
e vestidos compridos e brilhantes
Os dias de calor
no chão de paralelos imperfeitos.

Apartamentos vazios,
mas perfeitamente habitáveis.
já lá vão os dias da alegria incondicional
onde até o choro era alegre...
e sabia bem.

dos abraços constantes...

hoje em dia tudo o que me rodeia
me corta e me amachuca
a paixão ou o amor já não existem
dão lugar a atracções obcecadas
que me põem mais decadente
a cada dia que passa...

18/03/2006 19.09 pm

Wednesday, December 12, 2007

everything i though i knew

A luz cega-me
à medida que me aproximo
Fico ilesa
E tudo a minha volta
parece não ter rumo

Cubro-me de armaduras
Fecho-me aos dramas
Isolo-me de toda a gente
durante semanas

Continuo o trilho
sem reparar na berma...
sem olhar para os lados..
ignoro o vento,
as pedras, os pássaros.

Sento-me para descansar
não tiro os olhos do chão
Aqui não tenho que mostrar simpatia,
não há cinismo, conversas, danças
Não há hipocrisia...

Levanto-me e sigo
pois nao passo de uma carcaça
que embora nova, vazia.

Tropeço,recomponho-me...

Olho em volta,
Arrepio-me...

?

Sinto que a tua presença me anestesia
as luzes mexem,
apanho bocados de conversas
à medida que passo..
Mas eu permaneço em apatia.

Quero ir-me embora
ao mesmo tempo que quero ficar para sempre
quero adormecer
e ao mesmo tempo estar presente

Não tenho fome,
não tenho sede
não existe cansaço.
A coisa mais banal torna-se interessante
Flutuo em ti
E rio a um ritmo contangiante.

Tremo de ansiedade
Aproveito o mais que posso
e convenço-me de que nao vou sentir saudade
Tremo de medo
sinto-me a vaguear
quando te aproximas em segredo.

Mas continuas a partir com indifrença,
a abalar-me os dias
a destruir-me o sono
a corromper a segurança.

Afectas-me....
E deixas-me sem nada.

Tuesday, December 4, 2007

painsong

If i look you throught into your eyes...
and if i smell you in every breath i take?
What if i miss you more everyday that pass...
and if i love you untill the end of time?

what if i need you for everything i do...
would you care?

and if i smother me in every word
that comes from your mouth ignoring my pain?

what if i hold you in every bridge you fall...
would you care now?