Varro as plataformas com os olhos..Só para ver se te vejo
Mesmo que estivesses aqui o metro já chegou..
É só mais um dia sem te ver
O sol ainda brilha…
Ainda ilumina toda esta Lisboa majestosa…
Mas isto é já o fim do meu dia..
O metro anda tão rápido que vejo
Dezenas de pessoas…
A aparecer e a evaporar
Como ar…
Sinto me suja como se os dias de calor
Me corrompessem
O calor agora dói-me.
Dói-me como o desprezo… e angustia-me
Estou a chegar a casa…
Aquele cheiro doce
De fim de tarde de um dia de verão
Preenche-me absurdamente…
Mas apenas por breves segundos,
Segundos estes, que levo a chegar a casa…
A abrir a porta do meu prédio
E a inalar aquele odor quase agreste
De madeira velha
E caixotes do lixo abafados
Pelas paredes enormes deste edifício
Ah! Mas a fome alastra-se
Volto para a rua.
Ah! Doce fim de tarde,
As pedras da típica calçada portuguesa
Emanam historia…
E quase que consigo imaginá-la…
Que vou eu comer?
Estão 28 graus diz o termómetro
E apesar da minha fome
Tudo me parece nojento ou trabalhoso demais…
Para comer na solidão do meu quarto.
Nem carne, nem peixe…Nada me satisfaz.
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment