Tuesday, June 5, 2007

voz

O calor da tua voz bloqueia-me
A sua doçura descontrola-me
Saboreio a tua pronuncia
Bebo as tuas palavras
Finjo escutar o seu significado
Mas só me concentro na sua melodia

Nos teus graves suaves
Nos agudos quase inexistentes
É quente, manipula-me… transforma-me….

E cresço e salto e toco no céu
E encolho-me, embarasso-me
E sou o próximo réu.
Cruzo-me com os ritmos
E refuto a sensibilidade
Mordo os lábios, fecho os olhos
E deixo-me invadir pela sensualidade

Choro e rio euforicamente
Danço e caio freneticamente
Estico, rebento e saio de mim
Colo-me ao momento
Para ouvi-la para sempre
Parar o tempo….
E nunca chegar ao fim..

xx/06/06

1 comment:

Moralez said...

dos melhores poemas que já li! fantástico! chama-se "voz" e tem uma musicalidade... adorei! gostava de simplesmente ouvi-lo em vez de lê-lo!