A luz cega-me
à medida que me aproximo
Fico ilesa
E tudo a minha volta
parece não ter rumo
Cubro-me de armaduras
Fecho-me aos dramas
Isolo-me de toda a gente
durante semanas
Continuo o trilho
sem reparar na berma...
sem olhar para os lados..
ignoro o vento,
as pedras, os pássaros.
Sento-me para descansar
não tiro os olhos do chão
Aqui não tenho que mostrar simpatia,
não há cinismo, conversas, danças
Não há hipocrisia...
Levanto-me e sigo
pois nao passo de uma carcaça
que embora nova, vazia.
Tropeço,recomponho-me...
Olho em volta,
Arrepio-me...
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