Monday, December 17, 2007

i gravitate to your pull

Já lá vão os dias...
das escandalosas declarações de amor,
das letras do teu nome
desenhadas em blocos gigantes
acompanhadas de poesia e desenhos sem sentido

já lá vao os dias do amor inocente
que se contenta e satisfaz
sem receber nadaem troca.

Já lá vão os dias
de feiras medievais
e vestidos compridos e brilhantes
Os dias de calor
no chão de paralelos imperfeitos.

Apartamentos vazios,
mas perfeitamente habitáveis.
já lá vão os dias da alegria incondicional
onde até o choro era alegre...
e sabia bem.

dos abraços constantes...

hoje em dia tudo o que me rodeia
me corta e me amachuca
a paixão ou o amor já não existem
dão lugar a atracções obcecadas
que me põem mais decadente
a cada dia que passa...

18/03/2006 19.09 pm

Wednesday, December 12, 2007

everything i though i knew

A luz cega-me
à medida que me aproximo
Fico ilesa
E tudo a minha volta
parece não ter rumo

Cubro-me de armaduras
Fecho-me aos dramas
Isolo-me de toda a gente
durante semanas

Continuo o trilho
sem reparar na berma...
sem olhar para os lados..
ignoro o vento,
as pedras, os pássaros.

Sento-me para descansar
não tiro os olhos do chão
Aqui não tenho que mostrar simpatia,
não há cinismo, conversas, danças
Não há hipocrisia...

Levanto-me e sigo
pois nao passo de uma carcaça
que embora nova, vazia.

Tropeço,recomponho-me...

Olho em volta,
Arrepio-me...

?

Sinto que a tua presença me anestesia
as luzes mexem,
apanho bocados de conversas
à medida que passo..
Mas eu permaneço em apatia.

Quero ir-me embora
ao mesmo tempo que quero ficar para sempre
quero adormecer
e ao mesmo tempo estar presente

Não tenho fome,
não tenho sede
não existe cansaço.
A coisa mais banal torna-se interessante
Flutuo em ti
E rio a um ritmo contangiante.

Tremo de ansiedade
Aproveito o mais que posso
e convenço-me de que nao vou sentir saudade
Tremo de medo
sinto-me a vaguear
quando te aproximas em segredo.

Mas continuas a partir com indifrença,
a abalar-me os dias
a destruir-me o sono
a corromper a segurança.

Afectas-me....
E deixas-me sem nada.

Tuesday, December 4, 2007

painsong

If i look you throught into your eyes...
and if i smell you in every breath i take?
What if i miss you more everyday that pass...
and if i love you untill the end of time?

what if i need you for everything i do...
would you care?

and if i smother me in every word
that comes from your mouth ignoring my pain?

what if i hold you in every bridge you fall...
would you care now?

Tuesday, November 13, 2007

Céu em Chamas

Nunca vi o céu tão vermelho.
É um vermelho vivo, quente..
um vermelho luminoso e ardente
que se expande passando pelo purpura
e chegando finalmene ao azul quase morto pela fuga do sol.

Questiono-me e interrogo-me
o porquê de a natureza me surpreender todos os dias e cada vez mais...
deixando-me boquiaberta
com o deslizar de uma brisa, com o salpicar da chuva..
com o verde vivo e macio da relva
que retrata tardes de felicidade
debaixo do sol quente que ainda hoje sinto
a bater-me na cara...

Sinto me vazia com falta de substância no cérebro.
Burra como se o mundo me arrancasse a perspicácia
e em troca me desse cansaço.

Todo o sentido volta quando as nuvens se tornam escuras
em contraste com o vermelho do céu.
Nunca vou entender esta tão grande grandiosidade
que paira em mim...
neste momentos de pura folia e fascinação infantil
Puro aceitamento e deslumbramento sobre as coisas
puro sonho inocente que deixa de lado o inconformismo
e as pedras pontiagudas da minha triste realidade.

Sunday, October 21, 2007

Tardes de Outono

Nao sei porquê isto tem este efeito em mim...
ao olhar para os outros nao os vejo assim e de certeza que têm sentimentos por alguém.
Eu fico completamente desnorteada.. só penso nisso, nao consigo concentrar-me em mais nada.
Passo horas na cama a supor , a imaginar situações, a recordar conversas e momentos fugazes aos quais quero voltar.

Agora, aqui defronta-me o brilho do Tejo
A estranheza da outra margem,
O embalar do veleiro que passa
o voar das gaivotas que me encanta
a frescura do ar
o cheiro.....
os sentidos a tilintar
o sol que me conforta e me aquece
o vento que me acaricia
o barulho da água
que nao se esquece...

A água em quantidades colossais que me acalma
a paisagem que sendo sempre a mesma
me traz sempre algo de novo,
solta-me do meu Mundo egoísta
solta-me do egoísmo da paixão
que me traz crises de pânico
e ataques de choro,
que me levam a pensar que és o centro
que és a única saída
a única porta aberta para a minha felicidade.

Mas quando me sento aqui,
sinto o vento
e vejo a forma como o sol decora o rio
com ornatos brilhantes e dourados,
vejo que o que preciso está em mim
está em mim e naquilo que o mundo me traz
Naquilo que a natureza abre para mim.

Sim, gosto de ti.
Mas quando não te olho
quando fecho os olhos
e me apercebo do que está aqui para mim
deixo de me sentir presa
deixo de olhar para o mundo
como se fosse um abismo...
Porque é assim que eu o vejo através de ti:
um buraco negro colossal...
que se abre
de cada vez que me ignoras,
de cada vez que percebo que nao me amas.

Aqui, sozinha com o mundo eu tenho tudo.
Sinto que não preciso de mais nada para viver.
Eu, o Mundo e a música a lantejar-me nos ouvidos
através dos fones.
Eu, o Mundo e a Música.
E.. posso dizer.. sem nenhuma dúvida...
Estou feliz agora,
Livre agora.. mais livre que o Tejo
Porque ele desbrava sempre o mesmo caminho
E o seu destino é sempre o mesmo:
O imenso Atlântico.

O Atlântico..uma pequena parte do Globo..
Eu tenho o Mundo... e tenho Lisboa.

Monday, October 1, 2007

hometown

Meto a música no máximo para tentar abastrairme do que me rodeia.
só queria que ainda desse mais alto para ver se estoirava os ouvidos.
aquilo que supostamente devia ser a minha paz, é a minha decadência.
aquilo que devia ser o silêncio sao os berros de frustração da minha mãe e os flashbacks duma suposta infância feliz acompanhada da rebelião fútil de calças esfarrapadas à força da raiva.
Passou um ano desde que parti e nada tem o mesmo significado como se um ano valesse mais que 18 anos de vivência..
já nem consigo identificar alçgum sitio como lar.
as minhas memórias e os meus pertences encontram-se completamente fragmentados e espicaçados por vários sítios diferentes....
é como se aquilo que necessito ou aquilo que faz parte de mim nao se encontrasse na totalidade em lado nenhum.