adoro ver a cidade amanhecer...
é triste....mas consigo me perder no olhar das pessoas
saiem de casa apressadas para mais um dia na selva<
os pombos acordam e gemem...
gemem tao alto que parece que choram
o barulho insurcedor dos carros a passar
torna-se real...
as estradas preparam-se agora para enfrentar
de novo o pisar dos pneus dos carros
do qual nem conseguiram descansar
e os pombos continuam
flutuo com o seu imenso grasnar...
o cansaço que se acumula no meu corpo desvanece...
como se a luz do dia me trouxesse forças para continuar
e continuo eu aqui...
sem perceber o que faço...
e sim.. repito o cliché de toda gente..
sem saber para onde vou... ou o que faço aqui
ainda nem se vê o sol
mas há já uma claridade abrupta que transborda do céu
algures atras de mim os peixes fazem barulhos
parece que tentam respirar
na imundice da água baça..
nao entendo de onde vem tanto pombo...
que fazem eles aqui?
o que lhes da força para acordar?
para sobrevoar a cidade mais um dia?
qual é o objectivo de todo o seu incansavel grasnar?
oxa lá.. eu tivesse um
oxa lá tivesse um objectivo para me manter acordada
sem que fosse o "nao conseguir dormir"
oxa lá nao achasse uma manhã
apenas uma nova massada
outra vez um sufoco vivo
do oposto que pretendo ser...
as vezes pergunto me quem sou
e o que é que ainda faço aqui...
as manhãs na cidade tornam-se tóxicas..
mas sao elas que me acordam...
que me fazem pensar
que me fazem sentir a melancólica sensação
de que o Mundo é mágico
que tudo vai passar...
e de que isto vale a pena.
Thursday, July 12, 2007
Saturday, June 16, 2007
First breath after coma
Parece que é só tudo mais um acessório...
As luzes que reflectem a cor de fogo dos cabelos...
é só mais um acessório para ti
estás à minha frente e ignorasme...
ignorasme, sem te aperceberes da poesia que transmites à minha vida
E sentir assim a sonoridade fantástica das notas.. é lindo
Sinto o amor dentro de mim..renascer
Agora que apagaram a luz que reflecte a fogosidade
Nem sequer me vês, porque tudo é escuridão
Os brilhos ondulam com a melodia
Sinto tudo de uma maneira tao profunda...
Como se tudo cheirasse a natureza..
e as lágrimas correm, mesmo que ninguem as consiga ver
È lindo.. porque tudo é magico dentro de mim
os rifs da guitarra elevam-me a um paraíso inexplicável
Como se fosse uma terra inexplicávelmente inexplorada...
O ruído é lindo... acalma-me ao mesmo tempo que me agita
E nao percebo...
Vou parar de pensar e começar a usufruir
dos momentos mágicos que me fazes sentir
sinto-os dentro de mim
quem me dera ter a capacidade para poder explicá-los
Mas, agora não me consigo abstraír
E nao consigo tirar os olhos do preto e branco do chão
A certa altura já não há preto no chão
é tudo tao puro e imaculado...
como se acordasse agora
dum profundo sono emocional
parece que os suspiros sao mais livres
e os pulmões são maiores........
Obrigado
As luzes que reflectem a cor de fogo dos cabelos...
é só mais um acessório para ti
estás à minha frente e ignorasme...
ignorasme, sem te aperceberes da poesia que transmites à minha vida
E sentir assim a sonoridade fantástica das notas.. é lindo
Sinto o amor dentro de mim..renascer
Agora que apagaram a luz que reflecte a fogosidade
Nem sequer me vês, porque tudo é escuridão
Os brilhos ondulam com a melodia
Sinto tudo de uma maneira tao profunda...
Como se tudo cheirasse a natureza..
e as lágrimas correm, mesmo que ninguem as consiga ver
È lindo.. porque tudo é magico dentro de mim
os rifs da guitarra elevam-me a um paraíso inexplicável
Como se fosse uma terra inexplicávelmente inexplorada...
O ruído é lindo... acalma-me ao mesmo tempo que me agita
E nao percebo...
Vou parar de pensar e começar a usufruir
dos momentos mágicos que me fazes sentir
sinto-os dentro de mim
quem me dera ter a capacidade para poder explicá-los
Mas, agora não me consigo abstraír
E nao consigo tirar os olhos do preto e branco do chão
A certa altura já não há preto no chão
é tudo tao puro e imaculado...
como se acordasse agora
dum profundo sono emocional
parece que os suspiros sao mais livres
e os pulmões são maiores........
Obrigado
Tuesday, June 5, 2007
voz
O calor da tua voz bloqueia-me
A sua doçura descontrola-me
Saboreio a tua pronuncia
Bebo as tuas palavras
Finjo escutar o seu significado
Mas só me concentro na sua melodia
Nos teus graves suaves
Nos agudos quase inexistentes
É quente, manipula-me… transforma-me….
E cresço e salto e toco no céu
E encolho-me, embarasso-me
E sou o próximo réu.
Cruzo-me com os ritmos
E refuto a sensibilidade
Mordo os lábios, fecho os olhos
E deixo-me invadir pela sensualidade
Choro e rio euforicamente
Danço e caio freneticamente
Estico, rebento e saio de mim
Colo-me ao momento
Para ouvi-la para sempre
Parar o tempo….
E nunca chegar ao fim..
xx/06/06
A sua doçura descontrola-me
Saboreio a tua pronuncia
Bebo as tuas palavras
Finjo escutar o seu significado
Mas só me concentro na sua melodia
Nos teus graves suaves
Nos agudos quase inexistentes
É quente, manipula-me… transforma-me….
E cresço e salto e toco no céu
E encolho-me, embarasso-me
E sou o próximo réu.
Cruzo-me com os ritmos
E refuto a sensibilidade
Mordo os lábios, fecho os olhos
E deixo-me invadir pela sensualidade
Choro e rio euforicamente
Danço e caio freneticamente
Estico, rebento e saio de mim
Colo-me ao momento
Para ouvi-la para sempre
Parar o tempo….
E nunca chegar ao fim..
xx/06/06
Vestigios Inexistentes
Porque é que insistes em não deixar o teu cheiro nos lençóis?
Porque é que me torturas assim, ao tornares-te inacessível?
Fazes de propósito?
Dá-te prazer não deixares vestígios
Para que eu não possa sequer enganar as saudades?
Nem se quer me deixas enganar o cérebro?
Para que?
Para ansiar cada vez mais pela tua presença?
Para rastejar e cada vez mais sujar o chão com esta impaciência?
Com este desejo sufocante
Impossível de acalmar?
Já nem me interessa o que fazes ou o que pensas
Porque consigo amar-te mesmo assim platónicamente
E sabes que mais?
Até sabe bem…
E nem sequer dói
Porque desejar-te assim é sentir o extremo do prazer
Que não me dás…
Quando não estás aqui…
17/04/07 3:00 am
Porque é que me torturas assim, ao tornares-te inacessível?
Fazes de propósito?
Dá-te prazer não deixares vestígios
Para que eu não possa sequer enganar as saudades?
Nem se quer me deixas enganar o cérebro?
Para que?
Para ansiar cada vez mais pela tua presença?
Para rastejar e cada vez mais sujar o chão com esta impaciência?
Com este desejo sufocante
Impossível de acalmar?
Já nem me interessa o que fazes ou o que pensas
Porque consigo amar-te mesmo assim platónicamente
E sabes que mais?
Até sabe bem…
E nem sequer dói
Porque desejar-te assim é sentir o extremo do prazer
Que não me dás…
Quando não estás aqui…
17/04/07 3:00 am
hate me as a time of day
Please deiceve me
I dont want to see you fall
fall fall… all the way down
Don’t fall for that way down
the fall is too high
and today I can’t hold you tight
…anymore….
yes anymore….
once upon a time I did
but I can’t measure myself again
see me crash into parts
crash to the world
crash to the sea
for a feeling that once… was upon me
this time of day is so fresh
the sky is black
and the wind is soft
the moon is lost
and peace is all across..
deceive me
hate me as a time of day.
I dont want to see you fall
fall fall… all the way down
Don’t fall for that way down
the fall is too high
and today I can’t hold you tight
…anymore….
yes anymore….
once upon a time I did
but I can’t measure myself again
see me crash into parts
crash to the world
crash to the sea
for a feeling that once… was upon me
this time of day is so fresh
the sky is black
and the wind is soft
the moon is lost
and peace is all across..
deceive me
hate me as a time of day.
Tuesday, May 8, 2007
Doce Fim de Tarde
Varro as plataformas com os olhos..Só para ver se te vejo
Mesmo que estivesses aqui o metro já chegou..
É só mais um dia sem te ver
O sol ainda brilha…
Ainda ilumina toda esta Lisboa majestosa…
Mas isto é já o fim do meu dia..
O metro anda tão rápido que vejo
Dezenas de pessoas…
A aparecer e a evaporar
Como ar…
Sinto me suja como se os dias de calor
Me corrompessem
O calor agora dói-me.
Dói-me como o desprezo… e angustia-me
Estou a chegar a casa…
Aquele cheiro doce
De fim de tarde de um dia de verão
Preenche-me absurdamente…
Mas apenas por breves segundos,
Segundos estes, que levo a chegar a casa…
A abrir a porta do meu prédio
E a inalar aquele odor quase agreste
De madeira velha
E caixotes do lixo abafados
Pelas paredes enormes deste edifício
Ah! Mas a fome alastra-se
Volto para a rua.
Ah! Doce fim de tarde,
As pedras da típica calçada portuguesa
Emanam historia…
E quase que consigo imaginá-la…
Que vou eu comer?
Estão 28 graus diz o termómetro
E apesar da minha fome
Tudo me parece nojento ou trabalhoso demais…
Para comer na solidão do meu quarto.
Nem carne, nem peixe…Nada me satisfaz.
Mesmo que estivesses aqui o metro já chegou..
É só mais um dia sem te ver
O sol ainda brilha…
Ainda ilumina toda esta Lisboa majestosa…
Mas isto é já o fim do meu dia..
O metro anda tão rápido que vejo
Dezenas de pessoas…
A aparecer e a evaporar
Como ar…
Sinto me suja como se os dias de calor
Me corrompessem
O calor agora dói-me.
Dói-me como o desprezo… e angustia-me
Estou a chegar a casa…
Aquele cheiro doce
De fim de tarde de um dia de verão
Preenche-me absurdamente…
Mas apenas por breves segundos,
Segundos estes, que levo a chegar a casa…
A abrir a porta do meu prédio
E a inalar aquele odor quase agreste
De madeira velha
E caixotes do lixo abafados
Pelas paredes enormes deste edifício
Ah! Mas a fome alastra-se
Volto para a rua.
Ah! Doce fim de tarde,
As pedras da típica calçada portuguesa
Emanam historia…
E quase que consigo imaginá-la…
Que vou eu comer?
Estão 28 graus diz o termómetro
E apesar da minha fome
Tudo me parece nojento ou trabalhoso demais…
Para comer na solidão do meu quarto.
Nem carne, nem peixe…Nada me satisfaz.
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